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    Canal: Cinema e Vídeo - Por: Daniel Santiago @ 10:11 am -

    “O filme a seguir é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Especialmente você Jenny Beckman. Vadia”

    Parte 1 – O Amor (Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn’t.)

    Assim começa (500) Days of Summer, longa de estreia do diretor Marc Webb, sobre um garoto comum chamado Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), que cresceu acreditando que nunca seria verdadeiramente feliz até o dia em que encontrou a garota da sua vida, Summer Finn (Zooey Deschanel).

    Antes que você comece acreditar que está prestes a ver mais uma comédia romântica, o locução manda o recado, não se trata de uma história de amor. Não esse amor esteriótipado e feliz que estamos acostumados a ver na maioria dos filmes do gênero, mas o amor real, como se fosse um ciclo definido por etapas determinadas com começo, meio e fim.

    Da mesma forma que todos anos possuem uma época chamada “Verão”, e por mais intenso e feliz que ele seja, uma hora todo quele sol, calor, dias radiantes e alegres começam a dar espaço para uma paisagem um tanto quanto bucólica e solitária como o “Outono”. Assim é o amor. Por mais pessimísta que seja essa visão, não podemos esquecer que assim como as estações se renovam ano após anos, sempre é tempo de recomeçar e quem sabe o fim do Verão não seja tão ruim assim quanto o começo do Outono? Há uma luz que nunca se apaga…

    Parte 2 – There is a Light That Never Goes Out

    Os 500 dias de Tom e Summer são mostrados de forma alternada, ora o fim, ora o começo, assim percebemos que não importa o quanto tempo eles passaram juntos, mas sim o que eles passaram juntos. Quando lembramos de relacionamentos passados, é impossível pensar de forma linear, aquela tarde feliz do dia (35) pode vir sempre na sequência da briga no telefone no dia (156), é assim que funciona.

    Summer: I love The Smiths
    Tom: Sorry?
    Summer: I said I love The Smiths. You… You’ve got a good taste of music.
    Tom: You like The Smiths.
    Summer: To die by your side is such a heavenly way to die. I love ‘em.
    Tom: Holy shit.

    Uma dos aspectos mais interessantes do filme é a forma como a música foi inserida. Não apenas para “ilustrar” as cenas, mas fazendo quase que parte integrante dela. Tom é apresentado desde pequeno vestindo uma camiseta do álbum “Unknown Pleasure” do Joy Division, camiseta que se repetirá em sua fase adulta também. Summer é fã de Belle and Sebastian e um dia por acaso descobrem que ambos ama The Smiths. Para quem gosta dessas bandas, o perfil psicológico de cada um dos dois personagens já está mais do que explicado.

    Parte 3 - Realidade x Expectativa

    Outro ponto sensível de (500) Days of Summer é o que acontece de fato de o que acontece somente em nossas cabeças. Muitas vezes a Realidade é completamente oposta à Expectativa que criamos das pessoas. A cena que confronta essas duas visões, expõe ao máximo nossos medos e ansiedades. Percebemos o quanto fantasiosa pode ser nossa imaginação e o quanto diferente ela está do mundo real.

    E como Morrissey diz: “I am human and I need to be loved…Just like everybody else does”

    Veja também:
    500 Days of Summer Mixtape - Crie sua mixtape virtual e envie para a Summer ou o Tom que você conhece. :)

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    #1

    [...] causaram, ficaram pouco tempo em cartaz. “500 Dias com Ela”, de Marc Webb (já resenhado nesta Monovolume), “Valsa com Bashir”, de Ari Folman e “Ervas Daninhas”, de Alain Resnais, são alguns [...]

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